Outra festa em casa alheia... Será ?

Domingo, 30 de Novembro de 2008. Um dia armado para uma festa no Morumbi; camisas comemorativas já estavam prestes a serem vendidas, estádio lotado, faixas de campeão com os torcedores, etc. Mas o que se viu foi o empate em 1 a 1 com o Fluminense, que adiou essa festa. E mais ainda, mudou-a de lado na tabela.

Calma! pelo menos para o outro Tricolor, o das Laranjeiras; foi o pontinho suficiente para livrar o time do rebaixamento. Depois de um ano tão conturbado, com a perda da Libertadores e passando quase o Brasileirão todo no U4 (grupo dos quatro últimos), o Fluminense já pode respirar aliviado e começar a fazer seus planejamentos para o ano seguinte.

Do outro lado, o São Paulo continua dependendo só de si para garantir o seu sexto título nacional. Festa que se vier a acontecer, vai ser fora de sua "casa" pela quarta vez.
Para quem não se lembra, a primeira foi no Mineirão contra o Atlético-MG, em 1977. Em 86, contra o Guarani no Brinco de Ouro, em Campinas. E em 91 diante do Bragantino no Marcelo Stéfani, em Bragança Paulista.
A quarta conquista pode ser no Distrito Federal (DF). Contra o Goiás, no estádio Bezerrão.

Logo abaixo vem o tricolor gaúcho, o Grêmio. Que enfrenta o Atlético-MG em sua "casa", o estádio Olímpico. Mas que nas atuais circunstâncias, não depende só de si; precisa torcer pela derrota do São Paulo, e garantir os três pontos diante de sua torcida.
Aí sim poderá comemorar o seu tri do Brasileirão. E "em casa" claro, que é sempre melhor.

Decisão acirrada até a última rodada no Brasileirão 2008, o melhor desde a invenção do sistema por pontos corridos, sem dúvidas. Que emoção!

Agora é esperar até o próximo domingo, e ver em qual casa será a verdadeira festa.

O que é mais provável? O Grêmio vencer em casa, ou o São Paulo ao menos empatar fora?
São questões que ficam para o próximo domingo.

Para tricolores paulistas e gaúchos, calma. Muita calma nessa hora.


Reinaldo Vieira
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O Imperador que perdeu a Majestade

Por atos de indisciplina com o clube e o treinador José Mourinho, Adriano foi afastado da Inter de Milão. Deixando seu futuro indefinido, mais uma vez.
E não é de hoje que o Imperador esteja nessa má fase, e que seu nome esteja quase sempre envolvido em bebida, balada, ou qualquer outra polêmica. Triste.

Seu melhor momento foi na Copa América de 2004, quando marcou sete gols, sendo um deles nos acréscimos da final contra a Argentina. O jogo acabou empatado em 2 a 2, e o Brasil levou o título nos penaltis.

Suficiente para ser eleito o melhor jogador da competição, não é ?

Era uma euforia total, e ali o atacante começava a garantir seu espaço na Seleção Brasileira. Ponto.

Porém, após um ano e alguns meses depois, recebeu a notícia de que seu pai tinha morrido. E daí em diante, seu emocional começou a desabar; teve uma pífia participação na Copa de 2006 (junto com toda a Seleção, é verdade), passou quase o ano inteiro sem marcar gols pela Inter, e foi duramente criticado pela imprensa esportiva.
Também começou a cair nas baladas, e perdeu a confiança de Roberto Mancini, técnico do time nerazurri naquela ocasião.

No começo desse ano, foi emprestado por seis meses ao São Paulo para recuperar seu futebol.
E teve uma boa passagem, marcando 17 gols e rendendo dinheiro ao clube com a venda de camisas com o nome do jogador.

Mas mesmo em um clube tão organizado, o Imperador não deixou de aprontar algumas das suas. Preocupante.

De comando novo, a Inter exigiu o retorno de Adriano para a disputa do Calcio e da Champions League. Fez três gols, mas pisou novamente na bola com dirigentes e comissão técnica, que o afastaram por tempo indeterminado.
Seria um ponto final na carreira do Imperador ? Não creio; apesar das suas mancadas, tem a sorte de que muita gente gosta dele, e acredita na sua recuperação. Que nesse momento, é mais mental do que física.

Que faça valer o seu apelido, um exemplo digno da pessoa que tudo supera, tem força, e encanta o povo.

Pois no momento, é o primeiro que perdeu sua majestade. E agora luta para recuperá-la.


Reinaldo Vieira
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De que lado você está ?

Não há como negar o clima ruim no Palmeiras, após a derrota de 1 a 0 para o Grêmio em pleno Palestra Itália, e que deixou o pentacampeonato bem mais distante do alviverde.

É uma situação difícil, mas não desesperadora. Como foi o goleiro Marcos, querendo ter momentos de atacante, e indo para a área gremista tentar o gol de empate, sendo que ainda faltavam quinze minutos de jogo.

Foi na melhor das intenções, mas não foi bem digerida pelo técnico Luxemburgo, que mais uma vez repreendeu a atitude do Santo. E em contrapartida, Luxemburgo foi repreendido pela torcida palmeirense, que tem o goleiro como unanimidade.

Marcos é um grande goleiro, e seus números são respeitáveis; quase 16 anos de carreira e 402 partidas com a camisa do Palmeiras. Conquistou títulos e esteve sempre presente nos bons e maus momentos do clube. É um dos poucos jogadores de hoje que ainda tem amor a camisa, e que consegue ser respeitado e admirado por qualquer torcedor, seja ele corintiano, sãopaulino, santista, enfim... qualquer um mesmo.

Do outro lado, Luxemburgo. Que tem a fama de ser "estrategista" em seus jogos e é um técnico especialista em ganhar o Brasileirão; são 5 conquistas no total (2 com Palmeiras, 1 com o Corinthians, Cruzeiro e Santos). É um técnico campeão, e faz sempre seus jogadores incorporarem esse espírito de conquista.
Mas para os torcedores, carrega sempre a imagem de pessoa arrogante, reclamão e em especial, de mercenário. O torcedor palmeirense ainda não esquece a sua saída no meio do Brasileirão em 2002, quando o time acabou o ano sendo rebaixado para a Série B.

Hoje, a situação é bem oposta; o Palmeiras fez grandes investimentos, tem um ótimo elenco, e não pode ficar de fora dessa briga pelo título (que diga-se de passagem, é a mais acirrada desde que foi criado o sistema de pontos corridos).

Agindo pela emoção, o torcedor estará do lado de Marcos. O capitão e maior símbolo do time nesse momento, que fala o que pensa na melhor das intenções, para ajudar o time.

Agindo pela razão, o torcedor estará ao lado de Luxemburgo. Técnico de respeito, e que num campeonato tão disputado como esse, pode sempre bolar alguma de suas estratégias para ganhar o título.

Mesmo faltando apenas 4 rodadas para o fim.

E você, de que lado está?


Reinaldo Vieira
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Eu voltei, agora pra ficar!


Uma tarde de festa, colorida em preto e branco, e ao som de "O Portão", do rei Roberto Carlos.
É assim que podemos descrever o jogo de hoje, entre Corinthians e Ceará, no Pacaembu. A vitória por 2 a 0 sobre os cearenses serviu para confirmar o retorno do time a Série A com seis rodadas de antecedência, após quase um ano do rebaixamento.

Este pesadelo que começou no dia 2 de Dezembro de 2007, após empate em 1 a 1 com o Grêmio, na última rodada do Brasileirão. Ali a Fiel chorava, e vivia o momento mais triste nos 98 anos da história corintiana. Temendo que o ano seguinte demorasse a passar, graças a atual situação do time, e as muitas piadinhas dos rivais.

Como torcedor corintiano, não nego que isso foi uma punhalada em minha alma, assim como na alma dos demais. mas nem por isso deixamos de apoiar nosso Corinthians. O gigante apoiado por uma nação de 30 milhões de torcedores que prometeram nunca abandoná-lo, independente do momento. Com a cabeça erguida, e sempre acreditando em dias melhores.

Pois como diria Dom Paulo Evaristo Arns: "Não existem derrotas definitivas para o povo!".

E aceitando a derrota desse modo, o Corinthians começou a se reestruturar. A começar pelo comando do time, com a chegada do técnico Mano Menezes. Que implicou na limpeza do elenco, e na chegada de muitos reforços ao longo da temporada (26 no total) como Chicão, William, André Santos, Herrera, Douglas & cia.

No primeiro semestre, o time foi bem, mas também passou por mais frustrações. A eliminação das semifinais do Paulistão na última rodada, e a derrota para o Sport na final da Copa do Brasil foram algumas delas.
Daí em diante, o Corinthians voltou seu foco para a disputa da Série B, e raríssimas vezes viu a sua liderança ser ameaçada por Bragantinos, Avaís, e Barueris da vida.

Para os rivais, essa Série B está como a mais fácil de todas. Mas não enxergam que foi o próprio Corinthians que tornou ela assim, jogando sempre com o enorme apoio da sua torcida, além de seriedade e respeito para com os adversários.

E finalmente hoje, nesse 25 de Outubro de 2008, veio a recompensa.
Calando todos que não acreditavam, o Corinthians está de volta a elite do futebol brasileiro, o lugar de onde nunca deveria ter saído. Se não fosse alguns corruptos que roubaram e trouxeram desgraça ao clube, mas que felizmente já estão devidamente "enterrados".

O choro de Felipe (foto) é o retrato de todo o elenco, que assumiu a responsabilidade de devolver o time a Série A.
Mas também é da Fiel torcida. Do bando de loucos, que fortaleceu seu orgulho de torcedor a cada jogo. Que "abraçou" o time, literalmente, e prometendo nunca abandoná-lo.

Agora, que venha 2009!
Com dias melhores, e com um ótimo planejamento. De brigar por títulos, e fazer do tão esperado centenário um ano de festa para a Fiel.

Pois o Corinthians é grande. E deve se orgulhar disso.


Reinaldo Vieira
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Muy hermanos!

O futebol brasileiro está cada vez mais repleto de gringos, como uruguaios, paraguaios, chilenos, argentinos, etc. Porém os "hermanos" são de maior destaque aqui.

Como todos sabem, Brasil e Argentina sempre foram grandes rivais no futebol sul americano. Num clássico que, do lado brasileiro, envolve a técnica, a classe, e o futebol pentacampeão do mundo, tido como o melhor e o mais invejado por outros países.

Do lado argentino existe a famosa "catimba", e também existe a técnica. Mas esta não prevalece tanto quanto a raça e dedicação de seus jogadores. Os exemplos hoje são craques como Messi e Riquelme, donos de uma técnica refinada e admirável, mas que não tem vergonha nenhuma de ralar o bumbum no chão, até recuperar a bola que algum jogador adversário lhe roubou.
São palavras do nosso presidente Lula, que ainda acrescentou que, ao perder a bola, os jogadores brasileiros apenas colocam a mão na cintura, e lamentam. Nas atuais circunstâncias de nossa seleção, não é nenhuma mentira dizer isso.
E se aliássemos toda a nossa técnica com um pouco da raça argentina, seria quase impossível ganhar da nossa Seleção Brasileira.

O que pesa contra a admiração é a imagem de arrogante, insuportável, cínico, e até racista dos argentinos em algumas vezes.

E o que o título tem a ver com isso ?

Simples dizer: deixando essas diferenças pessoais de lado, é por esse espírito de luta, que já fez Tevez e Herrera caírem nas graças dos torcedores corintianos. E que faz o mesmo com D'Alessandro e Guiñazu no Internacional, com Maxi (primo de Messi) no Flamengo, Conca no Fluminense, entre outros.
Infelizmente o futebol argentino não tem o mesmo costume de importar nossos "brazucas", muito menos de deixá-los caírem nas graças dos torcedores. O último dos moicanos foi o atacante Iarley, ex-Boca Juniors e atualmente no Goiás.

Na escassez cada vez maior de craques brasileiros, a solução mesmo é trazer gringos do futebol sul americano. Os argentinos são cada vez mais exemplo disso, como já vimos.
E não importa toda a rivalidade que exista entre Brasil e Argentina, sempre existirá admiração no futebol de ambos os lados. Para o bem desse esporte que é, sem dúvidas, uma linguagem universal.

Não faz mal "tirar o chapéu" alguma vez para apreciar esse bom futebol argentino, e que deve servir como exemplo e motivação para nós, brasileiros.


Reinaldo Vieira.
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"Os fins justificam os meios"

A frase acima é do italiano Nicolau Maquiavel, um dos mais conhecidos filósofos políticos de todos os tempos. E que resume bem o momento do ex-presidente corintiano Alberto Dualib, e de Nesi Curi, expulsos do clube na noite desta terça-feira no Parque São Jorge.

Aos gritos de "Fora Dualib ladrão" e "Não é mole não, a Fiel agora é sócia do Timão", o protesto que reuniu pouco mais de 500 torcedores assemelhava-se bastante ao Sábado de Aleluia, o famoso dia de "malhar o Judas", e uma diversão para algumas pessoas. Como para estes, que viam ali uma oportunidade de se vingar da vergonha que Nesi, e principamente Dualib, os fizeram passar.

Presidente do Corinthians há 14 anos, a crise de Dualib com a torcida começou no final de 2004, quando aprovou a parceria com a MSI do iraniano Kia Joorabchian, na intenção de montar o time "number one" do Brasil.

No ano seguinte, vieram craques como os meio-campistas Mascherano, Roger e Carlos Alberto, e principalmente, o atacante argentino Carlitos Tevez, a contratação mais cara da história do futebol brasileiro (U$$ 20 milhões).
Foi um ano tumultuado do inicio ao fim, mas que culminou com o tetracampeonato brasileiro do clube alvinegro.

Em 2006 e com a mesma base do tetra, o principal objetivo era a Libertadores. Que não veio, e terminou de forma traumática, com a eliminação do time nas oitavas-de-final para o River Plate (ARG), iniciando a fúria da Fiel contra Kia e a MSI.
Daí em diante o time caiu muito no Brasileirão, chegando a frequentar a zona de rebaixamento. Só que com a chegada do técnico Emerson Leão, o time arrancou nas ultimas rodadas e se salvou do descenso. Apesar de ter perdido Tevez e Mascherano para o futebol inglês, no decorrer do campeonato.

Mas em 2007 a crise estourou de vez; informações e investigações sobre o grupo MSI vinham a tona, envolvendo crimes como lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, falsidade ideológica de outros investidores, etc. Todos que também levavam o nome do presidente Dualib, que ali fazia o Corinthians viver o pior momento da sua história. Um "caso de polícia", literalmente.

E dentro de campo, o time não correspondeu, com um elenco limitadíssimo. Lutou com todas as forças até a última rodada, quando o empate em 1 a 1 com o Grêmio decretou a queda do clube alvinegro para a Série B do Campeonato Brasileiro. Para a raiva e tristeza da Fiel, que deveria passar pelo mesmo martírio que a torcida de outros grandes como Palmeiras, Atlético-MG e o próprio Grêmio.

Mas principalmente para confirmar a frase de Maquiavel. O "meio" sujo e corrupto da parceria com a MSI viria a resultar no rebaixamento do clube, mais tarde.

Hoje, a presidência é outra; Andrés Sanchez, que no passado era a favor da parceria, voltou-se contra ela. E agora aos poucos vai acertando as dívidas que o clube tem a pagar, e tentando promover a "transparência" que tanto falta por lá.

Mas o mais importante é que nesse dia 30 de Setembro de 2008, o Corinthians se vê livre de Alberto Dualib. Que não importa quantos títulos o clube tenha durante a sua gestão, NADA irá apagar tamanha escória e humilhação que trouxe ao Parque São Jorge.

Triste esse fim para um senhor de 88 anos, e mais ainda a "homenagem" que acabou recebendo dos torcedores.
E por mais que o ex-mandatário alvinegro tente esquecer, Maquiavel sempre o lembrará.


Reinaldo Vieira
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O show tá começando...



Parece apenas um trecho do novo hit da Fiel, inspirado na música "Na Frente do Reto", do Rappa. Mas pelo que se viu ontem no Pacaembu, também é um prenúncio da festa que vem por aí.

Ontem numa fria noite em SP, não havia muitos torcedores no estádio (pouco menos de 15 mil pagantes).
Mesmo assim, gritaram e incentivam o time durante o jogo todo, de forma ensurdecedora e arrepiante. Valeu a pena; o Corinthians venceu o Bragantino por 2 a 0, e continua mais líder do que nunca nessa Série B.

Com a vitória, o Corinthians chega aos 61 pontos, abrindo 15 de diferença para o quinto colocado.

Antes do jogo, a idéia do Bragantino era bem clara: se fechar bem no campo de defesa, e apostar nos contra-ataques para buscar o gol. Não dava certo, e os defensores do time de Bragança só paravam Dentinho, Morais, Douglas & cia com muitas faltas, além de perder muita posse de bola.

O gol era só questão de tempo. E foi o que aconteceu aos 23min do primeiro tempo, numa tabela rápida entre Morais e Douglas. Este que adiantou a bola e foi derrubado, mas deixou Dentinho livre para abrir o placar. E o novo canto ecoou no Pacaembu:

- O show tá começando...

E estava mesmo, já que o Corinthians continuou a manter o domínio de jogo. Apesar de quase não ter criado mais chances claras para marcar.

Veio o segundo tempo, e a história continuou; aos 7min, Douglas deu lindo passe na esquerda, para André Santos. Só não foi tão lindo quanto a conclusão do lateral, no ângulo. Um golaço, o 17º dele nesse ano, encostando na briga pela artilharia com Dentinho e Herrera.
Daí em diante, os donos da casa baixaram o ritmo, e permitiram um pouco a chegada do Bragantino. Que viria a assustar numa cobrança de falta com o veterano Anderson Lima, e a perder um gol feito com o lateral Nêgo (que de "nêgo", não tem nada).

Deu tempo ainda para Lulinha entrar, e perder dois gols. Não por deficiência técnica, já que até concluiu bem nas chances que teve. Mas chega a ser incrível a má fase que o atormenta, e insiste em que os seus gols não saiam.

Nada que atrapalhasse a vitória, bem construída. Que faz o Corinthians caminhar a passos cada vez mais largos para o seu retorno a Série A.

Mais do que nunca, a Série B virou festa!

E os rivais que se cuidem em 2009, pois realmente "o show está começando!".


Reinaldo Vieira
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A sorte está lançada!

Começa hoje na Europa, a 53ª edição do maior torneio de clubes no mundo: a UEFA Champions League.
Torneio que tem como maior vencedor o Real Madrid (ESP), com 9 títulos (1956-60, 66, 98, 2000, 2002). Mas que nas últimas 4 edições, sequer passou das oitavas-de-final.

Atualmente, o Manchester United (ING) defende o título de campeão na edição passada: empatou em 1 a 1 com o também inglês Chelsea, mas ganhou nos pênaltis por 6 a 5.
Liderados por Cristiano Ronaldo, Rooney, Tevez & cia. , os "Diabos Vermelhos" vão em busca do bi-campeonato europeu. E lutam contra uma escrita que se manteve nas últimas 4 edições da CL: o campeão de uma edição, não conseguiu passar das oitavas na edição seguinte.

Veja os casos:

-Porto (POR): campeão em 2003/04, eliminado na edição seguinte pela Inter de Milão
-Liverpool (ING): campeão em 2004/05, eliminado na seguinte pelo Benfica
-Barcelona (ESP):campeão em 2005/06, eliminado na seguinte pelo Liverpool
-Milan (ITA): campeão em 2006/07, eliminado na seguinte pelo Arsenal

O sorteio de grupos na primeira fase foi realizado no dia 28 de Agosto, com 32 times divididos nos seguintes oito grupos a seguir:

Grupo A: Chelsea, Bordeaux, Roma, Cluj (ROM)

Grupo B: Inter de Milão, Werder Bremen, Panathinaikos, Anorthosis (CYP)

Grupo C: Barcelona, Basel (SUI), Sporting, Shakhtar Donetsk

Grupo D: Liverpool, PSV, Olympique, Atlético de Madrid

Grupo E: Manchester United, Celtic, Villareal, Aalborg (DIN)

Grupo F: Lyon, Bayern de Munique, Steua Bucareste (ROM), Fiorentina

Grupo G: Arsenal, Porto, Fenerbahçe, Dínamo de Kiev

Grupo H: Real Madrid, Juventus, Zenit (RUS), BATE Borisov (BLR)

Somos torcedores do futebol brasileiro, mas não deixamos de gostar e torcer um pouco pra algum time da Europa.

Portanto, façam suas apostas para esta primeira fase, que se encerra no final do ano.
A sorte está lançada!
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O pior cego...

... é aquele que não quer ver". É esse famoso ditado que rege os dias de nossa atual seleção.
Pergunte a seus amigos se hoje existe algo mais entediante do que assistir aos jogos da Seleção Brasileira. Dificilmente você conseguirá outra resposta.
Desde a Copa de 2006, o Brasil não vem apresentando um bom futebol. E não falo em jogar bonito e dar show, mas sim em jogar de forma eficiente, com um padrão de jogo bem definido. Algo que Dunga planeja na maioria dos jogos, e é defensivo.

Por cismar em jogar dessa forma, o torcedor brasileiro se afastou dos jogos da Seleção. E não poderia ser diferente, já que esse padrão foge das nossas tradições de pentacampeões mundiais.
Para quem já chegou a despertar do seu sono durante a madrugada, a fim de ver nossos craques jogarem, é deprimente esse futebol que a Seleção joga. Um futebol fraquíssimo, capaz de irritar até o torcedor menos patriota, em qualquer jogo.

Vale lembrar que após a última Copa só houve DOIS amistosos dignos da Seleção: contra Portugal (em 2007, derrota por 2 a 0) e Inglaterra (em 2007, empate em 1 a 1). Os demais foram contra Noruega, Suíça, País de Gales, entre tantas outras "elites" do futebol. Todos no exterior, e sem o menor fim competitivo.

O prestígio de Dunga já acabou faz tempo com os torcedores, seguindo o raciocínio de "como técnico, ele foi um ótimo jogador". Principalmente pelas suas convocações no mínimo, contestáveis; a maioria dos convocados atua no exterior, como se isso envolvesse outros interesses, que vão muito além das quatro linhas.
Mas pensando na Copa de 2010, ainda há tempo para mudar; Dunga ainda possui um pouco de prestígio com Ricardo Teixeira e outros tantos da CBF.
Caso continue achando legal marcar amistosos fora do Brasil, insistir em jogadores que não parecem demonstrar interesse em vestir a amarelinha, armar a Seleção como time pequeno em todo jogo, e não cobrar mais desempenho de "medalhões" como Kaká e Ronaldinho Gaúcho, aí sim as coisas complicam de vez pro seu lado. Tendo de ver e rever muitos conceitos para continuar no cargo de treinador da Seleção Brasileira.

Como pentacampeã do mundo, a Seleção Brasileira é muito grande. Dunga sabe disso, pois já deu sua contribuição nos tempos de jogador.
Só precisa rever seus conceitos, para deixar de ser "o pior cego" que está sendo, atualmente.

Reinaldo Vieira.
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Culpado ou inocente ?


Muito se falou nessa semana a respeito de Robinho e seu futuro no Real Madrid.

Desde que soube do interesse de Felipão em levá-lo para o Chelsea (ING), o atacante começou a fazer corpo mole, a fim de forçar sua tranferência para o clube inglês.

Fez de tudo para ser vendido, até os últimos instantes para que a janela de transferências na Europa fechasse. E no fim, acabou sendo vendido para o "poderoso" Manchester City (com todo respeito ao clube).

Por mais que alguns digam, Robinho não fez o mesmo que com o Santos, em 2005; ficou em atrito com o clube, mas depois acertou amigavelmente sua saída com o presidente Marcelo Teixeira, e adiou sua despedida em mais sete jogos no Brasileirão daquele ano. Mas agiu de forma totalmente covarde com o técnico Bernd Schulster, e seus companheiros do Real Madrid.
Não se justifica essa atitude, mesmo que tenha recebido a condição de ''moeda de troca'' do clube madrilenho para a contratação do português Cristiano Ronaldo. O mais badalado jogador na atualidade, e candidato disparado ao prêmio da FIFA de melhor jogador do mundo em 2008.

No final da história, pior para ambos. Para o Real, que não trouxe Cristiano Ronaldo e ainda perdeu Robinho, peça-chave no time. E pior ainda para o próprio Robinho, que sai do clube, pela porta dos fundos, com a imagem arranhada perante a mídia e aos seus fãs.

Coisas que acontecem frequentemente no futebol moderno, onde contratos milionários falam mais alto, deixando o antigo ''amor a camisa'' anos-luz para trás. O que as vezes julgamos como falta de profissionalismo.

E sempre que se tocar nesse assunto, Robinho será culpado.

Reinaldo Vieira
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