O brilho de um padroeiro renomeado: 'São' Jorge Henrique!
Ele não é habilidoso como Ronaldo, mas teve uma tarde fenomenal neste domingo.
Também não é muito alto para a sua posição (1,69m), mas foi um gigante em campo.
A cada dia que passa, Jorge Henrique vai se tornando mais e mais ídolo do atual Corinthians, e não seria exagero dizer que este baixinho é mais indispensável ao time do que Ronaldo.
Com um gol solitário do atacante logo no comecinho de jogo, o Corinthians venceu o Palmeiras. O resultado no clássico deixa o alvinegro na liderança do Paulistão, e encerra um longo tabu que durava desde o final de 2006; desde então eram cinco vitórias alviverdes e dois empates.
Confirmando todos os desfalques citados na véspera, o clássico realmente perdeu o seu brilho costumeiro, mas ganhou em requintes de emoção.
Logo aos 6 minutos quando Tcheco cobrou falta na lateral direita da área, para o cabeceio certeiro de Jorge Henrique, dando a impressão de que seria um jogo fácil para os alvinegros.
Mas quatro minutos depois as expectativas foram por água abaixo, com a expulsão do lateral Roberto Carlos, logo em seu primeiro clássico com a camisa do Corinthians...
E adivinhe quem voltou para recompor o setor? Ele mesmo, Jorge Henrique!
Pelo sua disposição e vigor físico, frequentemente pode se ver o baixinho correndo por todos os lados do campo, sem nenhuma frescura.
A partir daí o Palmeiras se lançou ao ataque e teve muito mais posse de bola durante o restante do jogo, porém quase não chutou a gol. E quando fez isso, lá estava um novo santo: o goleiro Felipe, que também buscava a sua primeira vitória no clássico, junto com a sua redenção (após ter falhado em clássicos anteriores contra o alviverde).
Salvou em pelo menos quatro chances, e fez um milagre num chutaço do zagueiro Danilo, após confusão na área.
O técnico Muricy cansou de insistir com bolas cruzadas na área, e Cleiton Xavier cansou de reclamar da apatia do juiz em alguns momentos. Tanto que foi expulso no finzinho do jogo.
Por essas e outras é inegável que o Palmeiras martelou o tempo inteiro. Mas começou a ter seu caixão pregado por conta da deficiência técnica da maioria de seus jogadores, e decorreu o processo pela raça de Jorge Henrique, sendo finalizado pelas mãos de Felipe.
Pensando em Libertadores, é bom os corinthianos se inspirarem neste jogo. E principalmente na raça do baixinho, o mais novo padroeiro.
É o São Jorge Henrique guerreiro, e ele jogará por ti!
Reinaldo Vieira

