Jesus Cristian salva!

Suado, sofrido. Um jogo com a cara da Fiel.
E com um roteiro digno do recente longa-metragem, que estreou nos cinemas na última sexta, movendo todos os corinthianos pelo Brasil e pelo mundo afora.
O primeiro passo para a grande final já foi dado ontem, no Pacaembu, e desta vez o alvinegro de Parque São Jorge saiu na frente; a vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo é de suma importância, já que o adversário tinha a vantagem de jogar por dois empates, devido a melhor campanha na primeira fase do Paulistão.
Agora é aguardar o jogo de volta no Morumbi, que acontece no próximo domingo, dia 19.
Indo ao que interessa, falemos de um jogo aberto desde o início.
Do lado de Mano Menezes, que surpreendeu e escalou um Corinthians no 4-3-3, com Jorge Henrique, Dentinho e Ronaldo no ataque. Ofensividade total, enfim uma ousadia do técnico nesse momento, disposto a vencer.
E do lado de Muricy Ramalho também, escalando o São Paulo dos últimos quatro anos, no velho 3-5-2. A idéia era a de segurar ao máximo o time da casa, e apostar nas jogadas de bola parada com Jorge Wagner, ou em um bom contra-ataque puxado para Washington ou Borges.
Idéias vistas claramente nos primeiros vinte minutos, e aliadas ao ânimo acirrado dos jogadores.
O pisão de Ronaldo em André Dias logo aos 6 minutos deixa claro isso; um lance duvidoso para o árbitro Sálvio Spínola.
Seria caso para expulsão? Talvez. Mas pelo nome e o histórico quase exemplar dentro de campo pesam mais nessa hora. Ponto.
Aos 25 minutos, veio tudo que o São Paulo queria: uma bola parada, ponto forte do time tricolor e tensão para alguns corintianos (especialmente para os corneteiros do goleiro Felipe).
Jorge Wagner joga na área, e o zagueiro Miranda cabeceou para o gol. O Corinthians reclama que o mesmo teria empurrado Chicão antes do lance, cometendo falta. Mas não adiantou, e bola pra frente que ainda tem jogo.
Três minutos depois, a resposta; Jorge Henrique na ponta direita, toca para Elias. O volante com pinta de meia - ou o inverso, caso queira dizer - arrancou, passou por dois zagueiros e cutucou de pé esquerdo para o gol de Rogério Ceni, que sequer se mexeu.
Festa dos corintianos no estádio, que ainda levaram susto em mais dois lances, com Borges (que perdeu um gol cara a cara com Felipe) e Miranda (após cobrança de escanteio, em cabeçada que Elias salvou em cima da linha). Abre o olho, Timão!
O segundo tempo começou mal, mas ficou ainda pior para o São Paulo com a expulsão do zagueiro André Dias, depois de falta em Elias que lhe rendeu o segundo amarelo. Muricy colocou Renato Silva, para reforçar a zaga, e se preparar para uma pressão corintiana que estava por vir.
Não deu outra; um Corinthians quase todo no campo de ataque, com Jorge Henrique e Dentinho finalmente avançando como pontas, Elias ajudando na armação de jogadas, e assim foram criadas mais chances de gol.
Destaque para um chute de Douglas, em que Rogério quase engoliu um frangaço - lance muito semelhante ao do italiano Pagliuca, na final da Copa de 94 -, e em um chutaço de Elias que o arqueiro defendeu a queima-roupa. Que tensão!
Mas aos 47 minutos e quarenta segundos - sim, vale a pena lembrar do tempo! -, Cristian desarma Jorge Wagner no campo de ataque, corre e manda uma bomba de longe, no cantinho de Rogério.
Gol que dispensa comentários; a Fiel explode de alegria no Pacaembu, junto com o volante, que ainda cruza os braços em alusão a Independente (torcida organizada do São Paulo) e manda um gesto obsceno para a mesma. É só ver na foto acima.
"É festa, é festa na favela!", era o que cantava os corintianos. Gol e vitória emocionantes, e semelhantes a semifinal do Paulistão 2001, contra o Santos. Quem viu o gol de Ricardinho a dez segundos do fim sabe do que se trata.
A diferença é que esse era o jogo de volta, carimbando a vaga para a final. Essa história toda culminou com o título paulista, como todos sabem.
A história tem tudo para se repetir, pois raça e superação não falta a esse time. Deixá-lo crescer em retas decisivas é como dar a arma ao bandido.
Vai Corinthians, não pára de lutar!
Saravá São Jorge, ele vai te ajudar!
Reinaldo Vieira
E com um roteiro digno do recente longa-metragem, que estreou nos cinemas na última sexta, movendo todos os corinthianos pelo Brasil e pelo mundo afora.
O primeiro passo para a grande final já foi dado ontem, no Pacaembu, e desta vez o alvinegro de Parque São Jorge saiu na frente; a vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo é de suma importância, já que o adversário tinha a vantagem de jogar por dois empates, devido a melhor campanha na primeira fase do Paulistão.
Agora é aguardar o jogo de volta no Morumbi, que acontece no próximo domingo, dia 19.
Indo ao que interessa, falemos de um jogo aberto desde o início.
Do lado de Mano Menezes, que surpreendeu e escalou um Corinthians no 4-3-3, com Jorge Henrique, Dentinho e Ronaldo no ataque. Ofensividade total, enfim uma ousadia do técnico nesse momento, disposto a vencer.
E do lado de Muricy Ramalho também, escalando o São Paulo dos últimos quatro anos, no velho 3-5-2. A idéia era a de segurar ao máximo o time da casa, e apostar nas jogadas de bola parada com Jorge Wagner, ou em um bom contra-ataque puxado para Washington ou Borges.
Idéias vistas claramente nos primeiros vinte minutos, e aliadas ao ânimo acirrado dos jogadores.
O pisão de Ronaldo em André Dias logo aos 6 minutos deixa claro isso; um lance duvidoso para o árbitro Sálvio Spínola.
Seria caso para expulsão? Talvez. Mas pelo nome e o histórico quase exemplar dentro de campo pesam mais nessa hora. Ponto.
Aos 25 minutos, veio tudo que o São Paulo queria: uma bola parada, ponto forte do time tricolor e tensão para alguns corintianos (especialmente para os corneteiros do goleiro Felipe).
Jorge Wagner joga na área, e o zagueiro Miranda cabeceou para o gol. O Corinthians reclama que o mesmo teria empurrado Chicão antes do lance, cometendo falta. Mas não adiantou, e bola pra frente que ainda tem jogo.
Três minutos depois, a resposta; Jorge Henrique na ponta direita, toca para Elias. O volante com pinta de meia - ou o inverso, caso queira dizer - arrancou, passou por dois zagueiros e cutucou de pé esquerdo para o gol de Rogério Ceni, que sequer se mexeu.
Festa dos corintianos no estádio, que ainda levaram susto em mais dois lances, com Borges (que perdeu um gol cara a cara com Felipe) e Miranda (após cobrança de escanteio, em cabeçada que Elias salvou em cima da linha). Abre o olho, Timão!
O segundo tempo começou mal, mas ficou ainda pior para o São Paulo com a expulsão do zagueiro André Dias, depois de falta em Elias que lhe rendeu o segundo amarelo. Muricy colocou Renato Silva, para reforçar a zaga, e se preparar para uma pressão corintiana que estava por vir.
Não deu outra; um Corinthians quase todo no campo de ataque, com Jorge Henrique e Dentinho finalmente avançando como pontas, Elias ajudando na armação de jogadas, e assim foram criadas mais chances de gol.
Destaque para um chute de Douglas, em que Rogério quase engoliu um frangaço - lance muito semelhante ao do italiano Pagliuca, na final da Copa de 94 -, e em um chutaço de Elias que o arqueiro defendeu a queima-roupa. Que tensão!
Mas aos 47 minutos e quarenta segundos - sim, vale a pena lembrar do tempo! -, Cristian desarma Jorge Wagner no campo de ataque, corre e manda uma bomba de longe, no cantinho de Rogério.
Gol que dispensa comentários; a Fiel explode de alegria no Pacaembu, junto com o volante, que ainda cruza os braços em alusão a Independente (torcida organizada do São Paulo) e manda um gesto obsceno para a mesma. É só ver na foto acima.
"É festa, é festa na favela!", era o que cantava os corintianos. Gol e vitória emocionantes, e semelhantes a semifinal do Paulistão 2001, contra o Santos. Quem viu o gol de Ricardinho a dez segundos do fim sabe do que se trata.
A diferença é que esse era o jogo de volta, carimbando a vaga para a final. Essa história toda culminou com o título paulista, como todos sabem.
A história tem tudo para se repetir, pois raça e superação não falta a esse time. Deixá-lo crescer em retas decisivas é como dar a arma ao bandido.
Vai Corinthians, não pára de lutar!
Saravá São Jorge, ele vai te ajudar!
Reinaldo Vieira
