Fiéis convictos, campeões invictos!


Uma longa invencibilidade, aliada a chance extremamente próxima de ser campeão. Esse era o tema que foi tão abordado durante a semana, ainda mais depois de uma vitória fora de casa sobre o finalista Santos, por 3 a 1.
Bem é verdade com um show a parte de Ronaldo; o atacante marcou dois belos gols, que inclusive lhe renderam aplausos e uma placa de Pelé. Fenomenal.

Confesso que não assisti a primeira parte do show nesta final, devido a outros compromissos que me tiraram o sossego no último fim de semana. Mais isso passa, o melhor da festa estava reservado para este domingo.

E não deu outra. A favor da lógica e contrariando inspirações que torcida e jogadores santistas buscaram durante a semana, o Corinthians conquistou na tarde deste domingo o seu 26º título estadual.
Conquista obtida com muita autoridade, tanto que o clube repetiu um feito que não conseguia há mais de 70 anos; foi a quinta vez na história que o time alvinegro venceu o Paulistão de maneira invicta.
Mas sem esquecer que todas as outras vezes ocorreram há muito tempo - a última delas foi em 1938.

Histórias a parte, vamos a uma final de dois tempos muito distintos;

O primeiro, de muita tensão, envolvendo um Corinthians até meio acomodado, contra um Santos esforçadíssimo e, embora sem grandes chances de ser campeão, ao menos queria estragar a festa dos quase 34 mil corinthianos que compareceram ao Pacaembu.
A estratégia começou a dar resultado aos 27 minutos, quando Kléber Pereira recebeu na área e foi derrubado por Felipe. Pênalti, que o próprio atacante bateu e abriu o placar para o Santos.
Uma esperança santista começava a renascer ali, embora sem tanto brilho.

Mas o brilho do time - que já não era muito - apagou de vez aos 33 minutos.
Dentinho recebeu na esquerda e deu ótimo passe na área para o lateral André Santos, que fuzilou o goleiro Fábio Costa: 1 a 1, e delírio geral no estádio.
A partir daí, não há mais o que falar.

Nem no segundo tempo houveram sustos para o torcedor, apenas mais uma aula corinthiana de toques refinados e cadência de jogo, vendo o tempo passar.
E se perdiam a bola na técnica, recuperavam na raça, virtude que todo torcedor do Corinthians espera e cobra de seus jogadores.
Elias, Cristian e Alessandro são alguns bons exemplos que correspondem ao torcedor, e isso não é de hoje.


Aos 47 do segundo tempo o juiz apita, fim de jogo!
'É festa na favela, alegria do povão!' Mais do que nunca, isso não cansa, é o óbvio ululante que se repete no Pacaembu desde o ano passado.

Nada de primeiro passo, a volta por cima agora é definitiva. Tanto para o Corinthians quanto para Ronaldo; um entrou para a história do outro, e vice-versa.
Isso até soa estranho, afinal, quem poderia imaginar algum dia que o Fenômeno seria campeão paulista?

É difícil imaginar. Mas ele foi, e com a camisa do Timão.
Para festa total do bando de loucos, que vivem pelo time. Como também viveram muitas emoções nos últimos dois anos, independente de chorar ou sorrir.

Hoje é domingo, 3 de Maio de 2009. Dia que crava o início de um ano fenomenal.
Dedicado a todos os corinthianos espalhados pelo Brasil e pelo mundo.

Porque nada como o Corinthians para arrasar o coração da gente.


Reinaldo Vieira
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Chorando o Leco derramado


Uma semana marcante. De cutucões e previsões furadas, principalmente pelo lado tricolor; excesso de confiança evidente numa classificação para a final do Paulistão (que enfim deixou de ser apenas um 'Paulistinha', diga-se de passagem).
Sim, estamos falando do técnico Muricy Ramalho e do vice-presidente de futebol, Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco. Com o mesmo apelido de uma marca de leite, ativa até hoje.

O primeiro acreditou muito na vantagem de decidir as semifinais em casa, afirmando que daria Palmeiras e São Paulo na final. Não deu.
Foram destroçados na bola por Santos e Corinthians, respectivamente.

Após o 'Majestoso' de volta deste domingo, um breve comentário de Mano Menezes a respeito de Muricy:

"Não gosto muito de fazer previsões porque na última, o meu amigo Muricy rachou a bola de cristal ontem e quebrou hoje. Não gosto de usar declarações de outros para mexer com o brio dos jogadores, mas hoje em dia você lê e vê tudo."

E a previsão do técnico ranzinza durou apenas 56 minutos, intervalo que envolve o primeiro tempo de jogo e os dez minutos do segundo tempo.
O que se via até então era um jogo totalmente aberto, com ambos os times escalados ofensivamente no 4-3-3, e com ligeira vantagem do São Paulo. Até por jogar em casa e assustar nos longos lançamentos nas costas da defesa alvinegra, buscando Borges ou Washington na área.

Tal estratégia foi pro espaço no fim desse intervalo; Douglas puxa contra-ataque do campo de defesa e toca para Ronaldo na esquerda. O atacante faz perfeita inversão da jogada para Jorge Henrique, que entra na área e acerta a trave.
Mas a bola sobra para o mesmo Douglas, na pequena área, completar para o gol. Era o início de uma festa no Morumbi.

Dois minutos depois, o golpe fatal: Dentinho rouba bola no campo de defesa e passa para Cristian. O volante - que já desequilibrara a favor no primeiro jogo - faz belo lançamento para Ronaldo ganhar na corrida e tocar na saída de Bosco. Um gol como nos bons tempos de Barcelona, quando dava suas arrancadas.

E onde Leco entra nessa história ?

Simples dizer; é o mesmo que ironizou Ronaldo, chamando-o de 'ex-jogador', devido
à entrada violenta do atacante em André Dias no primeiro jogo das semifinais, domingo passado.
A resposta veio com irreverência, em gesto semelhante ao de Cristian (como se vê na foto).
Só que com os dedos indicadores, é claro.

Um nocaute no time tricolor, que praticamente se entregou em campo e deu várias chances de gol ao Corinthians. Se não fosse uma pontinha de salto alto após abrir vantagem, absoluta certeza de que veríamos uma goleada alvinegra no Morumbi.

Fim de jogo. E daí se tira duas lições:
A primeira é de que "com fera não se mexe", como dissera Mano Menezes, após saber do infeliz comentário do dirigente.
A segunda é de que excesso de confiança e desrespeito com o time adversário não combinam em hipótese alguma.

Pelos lados do Parque São Jorge, teremos festa e desabafo após uma longa semana. E preparação para a final de um Paulistão digno de tal apelido.

Dos lados do Jardim Leonor, bem... a sigla SPFC no Morumbi vai se confirmando cada vez mais como 'Salão Para Festas Corinthianas', querendo ou não.
Se quiserem ganhar uma decisão contra o Corinthians, terão que suar sangue. Pois se for somente o simples suor, o lado alvinegro predominará sempre.

Não adianta chorar o leite derramado. Depois é preciso limpar o fogão.
Aí fica a dica.


Reinaldo Vieira
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Uma fase a moda inglesa, parte 2

A terra da Rainha está em festa, e não é de hoje; mais uma vez vemos a fase semifinal da Champions League com três dos quatro grandes ingleses (Liverpool, Chelsea, Arsenal e Manchester).
Com exceção do Liverpool, os demais clubes garantiram vaga na próxima fase e continuam a hegemonia inglesa no torneio.

Da edição de 2006/07 pra cá, esse quadro se manteve firme. Vale a pena relembrar que em 2006/07 deu Milan (ITA), Manchester United, Chelsea e Liverpool.
Em 2007/08, deu Barcelona (ESP), Manchester United, Chelsea e Liverpool.
E na atual edição, temos Barcelona, Manchester United, Chelsea e Arsenal.

As semifinais já foram definidas e estão marcadas para os dias 28 e 29 de Abril, com jogos de volta nos dias 5 e 6 de Maio.

Na primeira semifinal, Barcelona x Chelsea, com o primeiro jogo sendo realizado no estádio Camp Nou.
O time catalão ao meu ver, apresenta o melhor futebol do momento e possui um ataque avassalador com Henry, Eto'o, e principalmente Messi. Joga um futebol extremamente ofensivo e vem liderando com certa folga no Campeonato Espanhol.
Mas os 'Blues' da Inglaterra estão dispostos a ganhar a primeira Champions League de sua história, e calar todos que duvidaram de seu talento e futebol no comando de Felipão, que mais tarde foi substituído pelo holandês Guus Hiddink (semifinalista da Eurocopa 2008 com a Rússia). E vale lembrar muito do empate em 4 a 4 com o Liverpool, num dos jogos mais épicos e dramáticos da história deste torneio europeu.
Pois é, agora vai ser uma 'briga de cachorro grande'...

A outra semifinal é entre Manchester x Arsenal, com o primeiro jogo no estádio Old Trafford.
O atual campeão continua com o mesmo time e ataque respeitoso, apesar de ter passado certo sufoco no último jogo contra o Porto; empate em casa e uma eliminação começava a se desenhar, caso não fosse um lampejo (e um chutaço!) de Cristiano Ronaldo, garantindo a vaga, mesmo fora de casa. Festa dos 'Red Devils'.
E do lado dos 'Gunners', um time jovem, mas consistente em seu esquema. É verdade que o time não vem fazendo um grande Campeonato Inglês e tem um time menos forte em relação a 2005/06 (quando inclusive chegou a final contra o Barcelona), mas vale lembrar também os destaques do time londrino, que são o meia Fabregas, além dos atacantes Van Persie e Adebayor, em boa fase.
Um duelo bem equilibrado no momento mediano dos times. Sem apostas.

Descanso por duas semanas, e os jogos continuam. A final está quase lá.

Quem tem bola vai a Roma.


Reinaldo Vieira
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Jesus Cristian salva!


Suado, sofrido. Um jogo com a cara da Fiel.
E com um roteiro digno do recente longa-metragem, que estreou nos cinemas na última sexta, movendo todos os corinthianos pelo Brasil e pelo mundo afora.

O primeiro passo para a grande final já foi dado ontem, no Pacaembu, e desta vez o alvinegro de Parque São Jorge saiu na frente; a vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo é de suma importância, já que o adversário tinha a vantagem de jogar por dois empates, devido a melhor campanha na primeira fase do Paulistão.
Agora é aguardar o jogo de volta no Morumbi, que acontece no próximo domingo, dia 19.

Indo ao que interessa, falemos de um jogo aberto desde o início.
Do lado de Mano Menezes, que surpreendeu e escalou um Corinthians no 4-3-3, com Jorge Henrique, Dentinho e Ronaldo no ataque. Ofensividade total, enfim uma ousadia do técnico nesse momento, disposto a vencer.
E do lado de Muricy Ramalho também, escalando o São Paulo dos últimos quatro anos, no velho 3-5-2. A idéia era a de segurar ao máximo o time da casa, e apostar nas jogadas de bola parada com Jorge Wagner, ou em um bom contra-ataque puxado para Washington ou Borges.

Idéias vistas claramente nos primeiros vinte minutos, e aliadas ao ânimo acirrado dos jogadores.
O pisão de Ronaldo em André Dias logo aos 6 minutos deixa claro isso; um lance duvidoso para o árbitro Sálvio Spínola.
Seria caso para expulsão? Talvez. Mas pelo nome e o histórico quase exemplar dentro de campo pesam mais nessa hora. Ponto.

Aos 25 minutos, veio tudo que o São Paulo queria: uma bola parada, ponto forte do time tricolor e tensão para alguns corintianos (especialmente para os corneteiros do goleiro Felipe).
Jorge Wagner joga na área, e o zagueiro Miranda cabeceou para o gol. O Corinthians reclama que o mesmo teria empurrado Chicão antes do lance, cometendo falta. Mas não adiantou, e bola pra frente que ainda tem jogo.

Três minutos depois, a resposta; Jorge Henrique na ponta direita, toca para Elias. O volante com pinta de meia - ou o inverso, caso queira dizer - arrancou, passou por dois zagueiros e cutucou de pé esquerdo para o gol de Rogério Ceni, que sequer se mexeu.
Festa dos corintianos no estádio, que ainda levaram susto em mais dois lances, com Borges (que perdeu um gol cara a cara com Felipe) e Miranda (após cobrança de escanteio, em cabeçada que Elias salvou em cima da linha). Abre o olho, Timão!

O segundo tempo começou mal, mas ficou ainda pior para o São Paulo com a expulsão do zagueiro André Dias, depois de falta em Elias que lhe rendeu o segundo amarelo. Muricy colocou Renato Silva, para reforçar a zaga, e se preparar para uma pressão corintiana que estava por vir.

Não deu outra; um Corinthians quase todo no campo de ataque, com Jorge Henrique e Dentinho finalmente avançando como pontas, Elias ajudando na armação de jogadas, e assim foram criadas mais chances de gol.
Destaque para um chute de Douglas, em que Rogério quase engoliu um frangaço - lance muito semelhante ao do italiano Pagliuca, na final da Copa de 94 -, e em um chutaço de Elias que o arqueiro defendeu a queima-roupa. Que tensão!

Mas aos 47 minutos e quarenta segundos - sim, vale a pena lembrar do tempo! -, Cristian desarma Jorge Wagner no campo de ataque, corre e manda uma bomba de longe, no cantinho de Rogério.
Gol que dispensa comentários; a Fiel explode de alegria no Pacaembu, junto com o volante, que ainda cruza os braços em alusão a Independente (torcida organizada do São Paulo) e manda um gesto obsceno para a mesma. É só ver na foto acima.

"É festa, é festa na favela!", era o que cantava os corintianos. Gol e vitória emocionantes, e semelhantes a semifinal do Paulistão 2001, contra o Santos. Quem viu o gol de Ricardinho a dez segundos do fim sabe do que se trata.
A diferença é que esse era o jogo de volta, carimbando a vaga para a final. Essa história toda culminou com o título paulista, como todos sabem.

A história tem tudo para se repetir, pois raça e superação não falta a esse time. Deixá-lo crescer em retas decisivas é como dar a arma ao bandido.

Vai Corinthians, não pára de lutar!
Saravá São Jorge, ele vai te ajudar!


Reinaldo Vieira
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(Planejamento + espírito de disputa) + sorte = títulos

A equação citada no título acima envolve as palavras mais faladas no atual mundo futebolístico, sempre em prol do resultado certo. Nunca o planejamento de um clube, o espírito de disputa num torneio e, até mesmo a sorte (por que não?) se completaram tanto.

Como em toda equação na matemática, existem as incógnitas (x, y, z ou afins). Pode sempre haver mais de uma, mas neste caso não; a incógnita mesmo é a variável sorte, que não se mede e nem se explica. Ponto.
O espírito de disputa envolve-se principalmente em competições cobiçadas e de longo prazo, como o Brasileirão das séries A e B, a Libertadores da América e a Liga dos Campeões da Europa - estas duas últimas que por sinal, são muito semelhantes -, são alguns exemplos pelo mundo afora.
E aliado a um bom planejamento, forma a combinação perfeita.

Pegue equipes campeãs recentemente, como o Corinthians na Série B de 2008 e o Boca Juniors na Libertadores de 2007, por exemplo.
O primeiro - habituado ao futebol "mauricinho" da Série A, de pouca correria e toques de bola refinados e envolventes - aderiu rápido a forma de disputa do torneio, com muita correria, raça, e entendendo cada jogo como uma verdadeira batalha. Sem contar no conhecido planejamento que antecede esse torneio: reformulação quase total no elenco, com a chegada de jogadores que podem até ser pouco técnicos, mas totalmente comprometidos em ajudar o clube na volta para a elite.
E se algum grande achar que pode jogar a Série B sem tal espírito mencionado, vai se dar mal.

Já o segundo sabe jogar o maior torneio sul-americano como poucos; é "malandro" dentro de campo, faz valer seus jogos em casa (raramente empata ou perde na Bombonera), além de ter a raça e a disposição características do argentino. É isso que o faz ser uma equipe tão tradicional e copeira nesse torneio.
Do tipo que se fala "olha, esse time é a cara da Libertadores". Esse tipo de comentário vale para alguns jogadores também, independente do torneio.

Veja se a equação não faz sentido, depois de tudo isso. E em ambos os casos, lembre que a sorte valeu menos. O que substituiu foi a competência.
Talvez devesse mencioná-la logo no início também... mas por essa prova toda, fico devendo.

Nota 9 em uma prova que seus conceitos gerais valem 10.
Que isso sirva de exemplo, como se fosse pra deixar o pai orgulhoso do filho.

Sim torcedor, entenda-se neste caso como o "pai". E cobre os conceitos de seu "filho", pois esta longa temporada está só começando.


Reinaldo Vieira
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Proibido a entrada de menores

Deu a lógica, como a maioria das pessoas haviam previsto.
Após quase uma década os quatro 'chefões' (Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos) se mantiveram no G4 nesta primeira fase do Paulistão, sem maiores problemas; é evidente como a força do interior diminuiu nesse ano.
Não houve mais um São Caetano, Ponte Preta ou qualquer outro pequeno (com todo o respeito) que pudesse surpreender.

É ótimo poder ver os grandes num bom momento. Isso torna os clássicos mais emocionantes e os resultados mais justos, como já disse minha amiga e blogueira Tatiane Araújo, certa vez.
Mas vale a pena ressaltar algumas coisas de momento, antes das semifinais; o método de disputa é o mesmo dos dois ultimos anos: o 1º colocado enfrenta o 4º, enquanto que o 2º por sua vez, pega o 3º colocado.
Em caso de igualdade nos resultados, passa aquele que teve a melhor campanha na primeira fase.

Seguindo a ordem respectiva, Palmeiras e Santos farão a primeira semifinal na Vila Belmiro neste sábado, dia 11 de Abril. O jogo de volta está marcado para o sábado seguinte, dia 18.
De um lado, um Palmeiras ainda indefinido, por estar no momento com a cabeça voltada para o jogo desta quarta-feira contra o Sport, válido pela Taça Libertadores; o alviverde ainda não pontuou na fase de grupos, e estará eliminado se perder mais este jogo. Preocupante.
Enquanto que o Santos vem com um moral extremamente alto por ter se classificado nos últimos minutos de jogo contra a Ponte Preta, com três gols salvadores do artilheiro Kleber Pereira; gols que vieram na hora certa, e mesmo não estando numa boa fase nos últimos jogos, o time jogou bem e deixou de depender tanto do camisa 9. E mais ainda, descobriu o jovem atacante Neymar; 17 anos, vem sendo "lapidado" desde os 13 anos na base santista e atualmente é apontado como o sucessor de Robinho, o último grande talento revelado na Vila.

A outra semifinal é entre São Paulo e Corinthians neste domingo de páscoa, dia 12. Com o primeiro jogo no Pacaembu. E o jogo de volta marcado para o domingo seguinte, dia 19, no Morumbi.
De um lado, um São Paulo que, ao contrário do Palmeiras, está praticamente classificado para o mata-mata da Libertadores e deve vir com força máxima nos dois jogos. Além disso, o time finalmente achou um equilíbrio tático e tem um quarteto de respeito, formado pelos meias Hernanes e Jorge Wagner, além dos atacantes Borges e Washington; quase 95% dos gols do time tiveram a participação de pelo menos um deles. É bom ficar de olho.
E do outro lado, um Corinthians que ultimamente tem ficado muito na dependência do atacante Ronaldo e seus gols, devido a escassez de bons centroavantes no elenco, isso não é um absurdo. Mas é sempre bom ressaltar a base que foi mantida, a forte defesa (que atualmente é a melhor do Paulistão, com 15 gols sofridos em 19 jogos), e a força do time em decisões, ainda mais contra o Tricolor; dos últimos 16 'Majestosos' em mata-matas, o Timão saiu vitorioso em 10 deles.
É mais uma decisão que vai pegar fogo, sem dúvidas.

Os vencedores farão a grande final nos dias 26 de Abril e 3 de Maio. Mais emoções estão por vir, no estadual mais disputado do Brasil.
Seria o mico do verão, se os quatro grandes ficassem fora de uma decisão.

O salão de festas já está reservado. E mais do que nunca, menores desta vez não entram.


Reinaldo Vieira
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Uma fase a moda inglesa. Mais atrações estão por vir

Duas semanas depois dos jogos de volta nas oitavas-de-final, e vamos para a próxima fase da Champions League.
Foram ótimos jogos, como já havia previsto no final de 2008.

Para a fase quartas-de-final, foi realizado outro sorteio na manhã desta sexta-feira em Nyon, na Suiça, envolvendo os 8 "sobreviventes" da fase anterior.

Sim, e mais uma vez a hegemonia inglesa continua em cena; Manchester, Arsenal e Chelsea passaram por cima de equipes italianas tradicionais (Inter, Roma e Juventus, respectivamente). É uma das raras vezes que a Velha Bota fica sem representantes nesta fase do torneio.
Dos times ingleses, também vale lembrar do Liverpool, que massacrou o Real Madrid e vem mostrando cada vez mais que é um time copeiro, que sabe jogar a Champions League como poucos.

Villareal x Arsenal fazem um dos primeiros confrontos, com o jogo de ida no El Madrigal (Espanha). Ambos os times já se enfrentaram na edição de 2005/06, nas semifinais, com vitória dos Gunners, que foram a final contra o Barcelona. E ficaram com o vice campeonato.

Manchester x Porto também se reencontram, após cinco edições do torneio, com o primeiro jogo no Old Trafford (Inglaterra).
A última vez foi em 2004, quando os Red Devils foram eliminados pelo time português, que ainda contava com os meias Deco e Carlos Alberto, além de ter José Mourinho como técnico. No fim das contas, deu Porto campeão.
Hoje porém, os times são mais distintos; de um lado, o Manchester que tem o astro português Cristiano Ronaldo, além de contar com um senhor ataque, com opções como Rooney, Berbatov, Giggs, e Carlitos Tevez. É de encher os olhos do torcedor.
Por sua vez, muitos veem o Porto com um "azarão" nesta fase, e impondo-se mais por um conjunto valente e quase sem destaques, exceção aos argentinos Lucho González e Lisandro Lopez. Ponto.

Liverpool x Chelsea já virou confronto tradicional, só que em fase diferente; ambos se enfrentaram em três das últimas quatro edições, nas semifinais. 2 a 1 pro Liverpool, em vitórias.
O primeiro jogo é no Anfield Road, estádio dos Reds. Uma vitória em casa e sem levar gols praticamente dará a vaga ao time mandante.

E fechando a fase, nada de ingleses no confronto entre Barcelona x Bayern de Munique.
O primeiro jogo é no Camp Nou (Espanha), envolvendo jogadores que considero fortes candidatos ao prêmio de melhor do mundo, segundo a FIFA: o argentino Lionel Messi, do Barcelona, e o francês Franck Ribéry, do Bayern.
Se almejam este prêmio, precisam levar seus times a final e ganhar o título da Champions League. Que é fundamental para qualquer jogador.
Ah, e este vai ser mais um jogo equlibrado. Muita tensão.

Os jogos de ida das quartas-de-final acontecem nos dias 7 e 8 de abril. Os jogos de volta estão marcados para os dias 14 e 15 do mesmo mês. A final será disputada no Estádio Olímpico de Roma, no dia 27 de maio.

Emoção e ótimo futebol nos gramados da Europa, agitando o mundo afora.
Afinal, o show tem que continuar!


Reinaldo Vieira
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Da água pro vinho

Caro leitor, pare por um instante e pense em um menino antipático, moleque, e sem o menor interesse por futebol. E mais ainda, que ele tem raiva desse esporte e da maioria de pessoas que o apreciam.


Já pensou? Muito bem.
Agora imagine que o blogueiro aqui já foi esse ‘menino’, num passado não muito distante. É algo complicado.
Mas não há um título melhor do que esse para me descrever, em relação à paixão pelo futebol. E mais ainda, pelo Sport Club Corinthians Paulista.

Há exatos 6 anos (e mais alguns dias) começou a saga; foi num Corinthians e Palmeiras, o segundo jogo válido pela semifinal do Paulistão de 2003. Pela primeira vez na vida tive a paciência de acompanhar uma partida de futebol inteira. E não me arrependi.

Foi um jogaço que o Corinthians venceu por 4 a 2, garantindo vaga para a final contra o São Paulo, na qual mais tarde venceria novamente; foram duas vitórias por 3 a 2, nos jogos de ida e volta. E lá vinha mais um título para a galeria de troféus do Parque São Jorge, desta vez o 25º título do estadual.


Antes que alguém me pergunte, eu digo:


Não, o título não foi preponderante para o meu interesse no mundo da bola. Apenas foi uma coincidência, podia ter despertado em qualquer outro jogo. Mas vale ressaltar que títulos e boa fase de um time são momentos oportunos para alguns torcedores, que pensam: “ah, esse time é o melhor, é pra ele que vou torcer”.

Na linguagem popular, dizemos que estes são os ‘modinhas’. Com opinião e gosto bem maleáveis, podem mudar a qualquer hora.


Ah! e quando era questionado sobre o time de coração, dizia sempre o Corinthians.
Torcedor mais por parte de meu pai, um fanático, louco pelo Corinthians desde a sua infância. Nem quero pensar se eu e meu irmão mais novo viéssemos a contrariá-lo... com certeza seria o maior desgosto da sua vida.

Mas eu não entendia o fato de torcer pelo time de coração. Não entendia esse sentimento.

Não entendia como o futebol é uma linguagem universal. Como pode mover multidões e fazer chorar até o mais duro dos corações.


De emoção, de tristeza, seja lá o que for. É mesmo surpreendente.

Assim como foi para a minha família e amigos; no passado, achava ridículo ver pessoas reclamando e discutindo por futebol. Eu não dava a mínima para este assunto, até mesmo quando se tratava de Copa do Mundo.

Mas eu mudei, felizmente; depois do primeiro jogo, fui pegando gosto pelo futebol aos poucos, de todas as partes do mundo. E procurando saber tudo que é relativo: do goleiro ao centroavante, entendendo as regras de arbitragem, esquemas táticos, e etc.


Realmente uma mudança repentina, ‘da água pro vinho’.


Só a paixão pelo Corinthians não foi repentina, vale ressaltar. Digo apenas que estava adormecida, e precisava despertá-la algum dia. Bom para mim, mais um para a Fiel torcida - o ‘bando de loucos’ pelo Corinthians -, bom para o futebol.
E também é bom para você, leitor. Que teve e continuará tendo o prazer de acompanhar este espaço virtual, com informações, notícias, e opiniões futebolísticas do blogueiro.


Aqui a bola não pára. E o título do blog já diz tudo.



Reinaldo Vieira
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Empate sem igual. E uma superação fenomenal

"Ser corinthiano é decidir que todo ano a gente vai sofrer".

Assim dizia o sábio, e esta frase vem se confirmando na maioria dos jogos do Corinthians nesta nova temporada. Hoje não foi diferente.

Pela 12ª rodada do Paulistão, Palmeiras e Corinthians entraram em campo representando a velha rivalidade. E com contornos um pouco mais favoráveis ao lado alviverde.
De 2007 pra cá, o Palmeiras havia jogado quatro partidas com seu arqui-rival, e ganhou todas. Sem levar nenhum gol, inclusive.
Uma mera coincidência, mas que é sempre uma felicidade a mais para os piadistas de plantão.

No começo do primeiro tempo, via-se cautela dos dois lados, ambos os times no 3-5-2. E aos poucos, foi obsevado um Corinthians mais dinâmico, mostrando rapidez e dando trabalho a defesa alviverde com Jorge Henrique (Marcão que o diga!), e praticamente anulando o atacante Keirrison, o vulgo "K9". Mas mesmo assim, o time não criou grandes chances de gol.

Veio o segundo tempo, e o panorama de jogo inverteu-se drásticamente; logo aos 3 minutos, Keirrison deu um chutão de costas pro ataque, deixando a bola ser disputada entre Diego Souza e o goleiro Felipe.
Em jogada confusa, Felipe perdeu o tempo de bola e acabou encoberto pelo quique desta. Com uma falha desta, aí fica fácil mesmo: 1 a 0 para o Palmeiras.

E só. Com a vantagem no placar, o time se armou na defesa, e passou a explorar a velocidade dos homens de frente. Quase ampliaram o marcador.

A partir daí, o Corinthians abdicou do esquema com três zagueiros e se lançou ao ataque. Com Ronaldo, que entrou no decorrer do jogo.
E deu novo ânimo; voltou a dar seus dribles, e quase marcou um golaço de fora da área. Mas parou na trave...

Aos 47 minutos, escanteio para o alvinegro. Douglas cruza na segunda trava, a bola passa por todos, e vai parar na cabeça dele: Ronaldo.
Justo ele, inquestionável na maioria dos quesitos de um atacante, mas fraco em cabeceios. Coisa que até ele admite.

Volta por cima? Sim, mais uma em sua carreira. Superação fenomenal.
Marcando um gol num dos maiores clássicos mundiais, e ainda nos acréscimos.

É festa na favela! Festa do "bando de loucos", que vivem pelo Corinthians.

Ronaldo não tem mais nada a provar no futebol, mas ainda deve dar muitas alegrias ao torcedor brasileiro. Especialmente ao corinthiano, é claro.

O empate de hoje foi saboroso, teve cara de vitória.
A vitória com cara de Ronaldo, sem dúvidas.


Reinaldo Vieira
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Estréia fenomenal, mas...


É, foi longa a espera. Após exatos 385 dias (1 ano e 20 dias), Ronaldo voltou aos gramados, recuperado de uma grave lesão no joelho esquerdo.

Mais uma vez o Fenômeno mostrou que é mesmo um "pé-quente" nas suas estréias; não perdeu em nenhuma, desde que iniciou sua carreira profissional.
Desta vez fora de casa, o Corinthians venceu o Itumbiara por 2 a 0 e avançou para a segunda fase da Copa do Brasil, onde irá pegar o Misto (MS).

Desde o início da semana a pequena cidade de Itumbiara esteve em festa, preparada para receber o que seria o "jogo do século", devido principalmente a provável estréia de Ronaldo.
Que diga-se de passagem, foi muito mais para amenizar a polêmica do atacante na semana passada, quando foi pego na boate Pop's Drinks, em Presidente Prudente, onde o Corinthians se concentra para o clássico de domingo contra o Palmeiras.
Um alvoroço que envolveu até o ex-diretor de futebol Antônio Carlos, demitido anteontem do clube.

Polêmicas a parte, o jogo começou animado para o Itumbiara. Aproveitando-se da sonolência do time visitante (mais uma vez), deu trabalho ao Corinthians em pelo menos três chances, a melhor delas com o veterano Túlio Maravilha. Mas Fabinho evitou o gol em cima da linha.
E no final do primeiro tempo, Jorge Henrique arrancou e foi derrubado na área. Pênalti que o zagueiro Chicão converteu, abrindo o placar para o Corinthians.

No segundo tempo o time voltou mais ligado, e fez o segundo gol com o lateral André Santos. A euforia da torcida foi maior ainda, que gritava "Ronaldo!, Ronaldo!" na esperança de ver o atacante estrear logo.
E aos 22min Jorge Henrique foi o escolhido para sair, já que sentia dores no tornozelo.

Se Ronaldo não mostrou ritmo de jogo e sentia-se ofegante com certa facilidade, ao menos ensaiou seus bons e velhos dribles, e soube se posicionar bem para marcar. Só não contou com a individualidade de Douglas e Boquita...
Um problema que recentemente tem atrapalhado o time nos últimos jogos, e precisa acabar o quanto antes; não se pode decidir tanto assim, achando que pode liquidar o jogo a qualquer hora.
Mano Menezes deve alertar os jogadores quanto a isso, sem dúvidas.

Valeu por ver Ronaldo em campo, em uma "estréia fenomenal", literalmente; é bom poder ver a volta de um ídolo vitorioso aos gramados, sempre mostrando a sua alegria de jogar futebol.
Bom para o futebol brasileiro em geral, e melhor ainda para o futebol paulista.
Já que não teve a felicidade de ver outras estrelas cariocas brilhando em São Paulo, como Romário e Renato Gaúcho, por exemplo.

Agora o Corinthians volta suas atenções para o Paulistão, preparando-se para o clássico de domingo contra o Palmeiras.
Os dois únicos invictos no campeonato, representando uma das maiores rivalidades no futebol.

Vai Corinthians, não pára de lutar!
Saravá São Jorge, ele vai te ajudar!


Reinaldo Vieira
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